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Pedra a pedra

Da terra mãe para o mar, do mar para a terra que não os acolhe. A força vem no olhar de quem viu a cara do poder, as duas faces da moeda que lhes compra a partida. Dizem que a esperança é a última a morrer e muitos deles ficam pelo caminho, caminha mais a ideia de uma vida onde a Vida possa prosperar.
Chegam e o que prospera é o ter de voltar a fugir desta vez das mãos que não se estendem. Chamam-lhes de "praga", hostilizam quem não tem nada a não ser uma família às costas e um país que já nem é deles.
Mal sabem que fogem para quem lhes financiou o motivo da fuga. Já não há  face boa da "nossa" moeda. Prova disso é a Hungria que declarou e já prosseguiu com a construção de um muro de enormes dimensões que visa impedir o tráfego de emigrantes na fronteira com a Sérvia. Desumano? Não para aqueles que têm meios para suportar a construção de um muro com 175km e não para alojar ou, pelo menos, para ajudar naquilo que é a sobrevivência. Voltamos à época do muro de Berlim, afinal são apenas precisas máquinas de construção e cimento para viajar no tempo.

http://observador.pt/2015/07/13/hungria-inicia-construcao-de-muro-anti-imigrantes-na-fronteira-com-a-servia/l

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