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Pai e mãe, pai e pai, mãe e mãe

Esta semana voltou à assembleia o debate acerca do rumo daquilo que faz parte de ser uma família portuguesa: a coadoção. Esta é, sem dúvida, uma palavra que assusta muita gente.
O conceito de família tem vindo evoluir, mais ou menos, a par da evolução dos tempos: começou por uma imposição de parceiro, passou pela mulher ganhar a sua independência e conseguir trabalhar, chegou à possibilidade do seu desmembramento com o divórcio e hoje é reconhecido o casamento homossexual. Ponto comum? Todas estas mudanças foram antecedidas por períodos de controvérsia e juízos morais. Mas afinal, quem é que tem moral para ter moral? Será um governo de maioria a todo ao custo, será a população maioritariamente homofóbica ou os involvidos na questão?
Portugal, até esta semana, tem preferido ver crianças em instituições do que a serem adotadas por casais do mesmo sexo. Eis que se cai, a meu ver, numa incoerência profunda que faz notar que a aprovação do casamento homossexual foi só "para os calar". Isto é, sim senhor podem constituir família, mas não, não podem construi-la.
De todos os motivos para se recusar esta questão,  os que de facto emergiram foram questões de intolerância que se encobriram de teorias do foro psicológico. No fundo, o que aflora no centro destas discussões é o nível de ignorância de cada pessoa, o qual advém daquilo que ela quer ou não aceitar por motivos, no geral, de falta de horizontes, traduzindo, por barreiras que os seus juízos de valor criaram.
Porém, no seio daquilo que é o povo português, vejo esta medida como sendo muito prematura uma vez que terá implicações na vida da criança no que toca à sua relação com o exterior, devido ao facto de não serem todas as pessoas que reconhecem e aceitam a sua realidade ou até mesmo a dos pais. Não há leis ideais, mas também não é possível a aproximação a tal sem que primeiro se eduque a população.

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