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Comichão: o incompreensível para TODOS

Dizia, há uns dias, Miguel de Sousa Tavares que concordaria com os ditos financiamentos ao ensino privado caso o ensino publico não tivesse capacidade de resposta para toda a gente. Concordo, subscrevo e citarei quantas vezes forem precisas.
Num passado mais recente, disseram os partidos de direita que o governo está a beneficiar a escola pública. Eis que a constatação foi boa, a intenção é que não.
Chego à conclusão que todo este burburinho de manifestações que nos têm aparecido nas noticias é, no mínimo, dispensável.
Não é, ou não deveria ser, o ideal de um governo criar um país de ricos e de pobres, mas sim um país de oportunidades. Já sabemos que isto não acontece, mas também não é preciso apelar à tirania.
Retiro-me da discussão do dever ou não o ensino privado ser financiado, uma vez que não pago. No entanto, acredito que, se desse a voz a imensos pais que não podem por os filhos deles no privado e se veem obrigados a pagar para os filhos dos outros andarem lá, aí teríamos muito que conversar. Para além disto, considero que não é esta a grande questão, mas sim: porque é que estes pais querem por os seus filhos no privado?
Ocorrem-me algumas respostas, as quais passo a nomear:
-Têm dinheiro (considero que esta resposta se justifica a si mesma)
-Consideram que a pública forma delinquentes (tenho ótimos níveis de literacia, não tenho cadastro, nem marginalizo quem não pode)
-Notas (outra que se justifica a si mesma)
-Maior apoio e seguimento dos alunos (uma que considero correta, dada à flexibilidade de recursos e horários que o privado tem)
-É chic (bem...)
E nisto, nenhum motivo é mais legítimo que o outro, no fundo, devia ir quem quer e quem pode. Isto se o objetivo não for avançar de 60% a 90% dos lugares dos concursos nacionais às universidades de forma inflacionada, dados que foram avançados pelo Público na semana passada.
Com isto, manifesto o único argumento que deveria ser usado nestas trocas e baldrocas:
igualdade de oportunidades. Argumento este que é logo deitado por terra com o facto de haver educação PRIVADA, e peço que atentem nesta palavra. Privado, no meu pobre vocabulário e intelecto de aluna do público, significa que não é de acesso a todos. Pergunto-me então, é com desigualdades que pretendem lutar por uma educação melhor?

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