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Style Like You

O que faz uma mãe cujo meio de trabalho começa a corromper ideais e uma filha que se deixa corromper por esse mesmo meio? Um movimento.
Elisa Goodkind vivia da industria da moda, até que, passados 20 anos, deparou-se com a mudança desta industria a qual passou a oferecer um único modelo de beleza representado pelo mesmo tipo de rostos, corpos e atitudes. "Em 3 minutos de leitura de uma revista de moda 70% das mulheres sente-se culpada, embaraçada e deprimida", este é o mote que acompanha o video de apresentação deste movimento, no qual Elisa refere ainda que estas mesmas revistas em que trabalhava destruíam a auto estima de Lily Mandelbaum, a sua filha e, também, fundadora do movimento.



"Style Like You" é um movimento de auto aceitação, em que vemos representado o estilo de cada um como a representação da sua história e não um mero cumprir de modas. O movimento tem como veiculo um conjunto de entrevistas acompanhadas pelo despir do entrevistado enquanto aborda o que para si é a beleza e como a descobriu na sua vida. São histórias de vida, muitas vezes corrompidas pelas barreiras que o conceito de beleza assume na atualidade, mas desengane-se quem com isto pensar que as conversas giram em torno de futilidades. Todas estas entrevistas exigem do espectador uma abstração total daquilo que é o aspeto da pessoa e leva-o a descobrir cada traço da verdadeira imagem que elas possuem: a sua história e os motivos pelos quais, hoje, o estilo delas é aquele, sendo o grande mote do movimento "What's Underneath". De um vasto leque de entrevistas, cada uma é capaz de tocar cada um de nós de forma diferente, mostrando que a visão que temos de cada pessoa é tão superficial que, muitas vezes, chega a definir-se apenas com aquilo que essa pessoa aparenta, algo que faz da nossa observação uma entrave relacional e um constrangimento para todos aqueles cuja diferença supera qualquer tipo de tentativa de interação.
Este é um movimento que nos põe à prova e cujo objetivo passa muito ao lado de uma simples sensibilização via sentimentalismos, faz pensar, tira-nos da nossa zona de conforto, e como tal deixo aqui a uma das entrevistas que mais me fez refletir:

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