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Um parecer que mal parece: touradas

No que diz respeito a animais existe uma única coisa que me causa repulsa: tortura.
No que diz respeito às populações existem várias, mas com toda a certeza que uma delas será o obsoleto e hediondo carácter de algumas tradições.
Nisto surge-me a questão "Quando é que uma tradição o deixa de ser?", suspeito que a resposta se encontre diante do progresso do quotidiano e resida no facto deste trazer novas visões e valores que, necessariamente, terão de inviabilizar visões e valores antigos. Trocando por miúdos: se assim não fosse, ainda abandonaríamos os corpos mortos como faziam os nossos longínquos ancestrais, uma vez que o ser humana não teria evoluído rigorosamente coisa nenhuma.
Ora, se para tanto evoluímos, porque não para estas questões? A longa história da raça humana faz sobressair uma caraterística inegável: as demonstrações de poder, sejam através da politica, do desporto, sejam por necessidade ou gosto. E é inquestionavelmente disso que esta tradição se trata, mas por gosto, uma vez que, de um vasto leque de utilidades de um animal, porque escolheríamos expô-lo num espétaculo de carnificina em que se exibe um espalhafatoso ritual de morte e se finge a grandiosidade de um paspalho qualquer que se anda a pavonear armado frente a um animal que, na sua condição de irracional, não conhece o seu poder e, por isso, se encontra indefeso?
Obvio que o destino de muitos animais é unica e exclusivamente morrer, não fossem eles fazerem parte de uma cadeia alimentar, mas uma tortura deste tipo (a qual inviabiliza este destino) não é sequer necessário, se não para meia dúzia de faustosos por onde a evolução ainda não passou.
Eis que surge, então, o outro lado da moeda quando quem morre não é o torturado, mas sim o seu bem vestido executor. O que dizer sobre isto? Ironias à parte, há que dizer que se torna uma morte tão digna quão indigno é todo aquele "espetáculo", afinal de uma arena sairá sempre uma morte, pena é que só cause desconforto nestas situações.

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