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Os Contras

Chegam as novidades e lá chegam eles: os contras. São a análise critica em pessoa, o poder discriminativo do excesso, do overrated. São aqueles que ditam o quão ridícula é uma moda só por o ser, então nada que é de todos lhes serve.
Mas, afinal, porque é que as modas são tão erradas? Um contra saberia a resposta, eu vou supondo... Suponho então que seja errada só porque sim. Obviamente que há modas e modas neste mundo que vive numa corda bamba do ridículo, ora cai para lá, ora cai para cá. Porém, para um contra nenhuma está bem.
Entende-se por "moda" um fenómeno que gera adesão, movimentos em massa e burburinho generalizado: todos falam, todos comentam, todos usam e todos querem, Ou quase todos, os contras é certo que não querem (dizem eles), no entanto entram nessa roda viva para atestar, com certificado de contra, que está tudo mal, que está toda a gente a ser influenciada. E está.
Um contra não jogou Pokemon porque é infantil ou estúpido, um contra não ouve música comercial porque... exato, um contra não gosta de pugs ou frenchies. Um contra NÃO lê a revista Cristina da edição do Goucha porque saíram três edições e isso é um exagero, um contra não usa as expressões do momento, não lê Pedro Chagas Freitas ou vê filmes baseados nos livros do Nicholas Sparks ou outros em que morre um dos amantes por ter um cancro. Um contra não vai ao Starbucks, não compra Adidas Superstar, nem publica comida no Instagram. Um contra faz questão de justificar certas ideias do Trump e partilha todos os memes a criticar tudo e mais alguma coisa. Um contra não gosta do Marcelo Rebelo de Sousa, nem tem partido político. Um contra não gostaria de viajar até Paris ou Londres e muitos menos veria Game of Thrones.
Um contra não concordaria com nada do que leu para aqui (um contra nem sequer lê blogs), não fosse ter-se identificado com uma coisa ou outra, como nos acontece a todos. A verdade é que num dia a dia em que se sai de casa e se nota um padrão em tudo, desde a maneira de vestir, até aos livros que vemos a serem lidos pelas mais diversas pessoas no comboio, passando pelos locais onde todos fazem questão de ir comer, há a necessidade de sermos um contra em qualquer situação. Porque os dias de hoje saturam e confinam inúmeros passos a serem dados da mesma maneira, com o mesmo calçado, com aquele telemóvel na mão, a ouvir o mesmo tipo de musica enquanto caminhamos para os mesmos locais. Com toda a certeza que todos pensamos em alguém que se enquadra perfeitamente neste quadro (quase clínico) de contra, mas será que em alguma ocasião essa pessoa não esteve certa?

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