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Centrifugados

Já quase que não tinha espaço para ti a roda "viva" em que caíste e que te fez tornar tão sólido na esperança que aquele luar não te fustigasse mais. Laceravam-te as mãos as amarras que a ti decidiste entregar. E apertavam. Rasgavam cada vez mais a cada tentativa de as desapertares. Na verdade, já não era o luar a fustigar-te, mas a impiedade que havias criado para ti.
E esses pés de ferro oxidado no mar? Esses mesmo que descalçaste na procura de um alivio ao peso que neles colocas? Nesses dias, o mar levava-te de ti e deixava na costa as amarras e esse corpo inerte que foi dizendo "até logo" à vida.

Mas afinal, corpo inerte, quando te separaste de ti? Centrifugaram-te a essência e o corpo e varreram-te os sedimentos de ti. Foi esse mar? Foi o luar? Ou foi esse que te ensinou que a vida era apenas um lugar para se estar?

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